domingo, 12 de fevereiro de 2012

10.02 - Se é pá bebe, nóis bébe!

A água parou de aquecer no meio do banho da Lári. Foi uma luta com o aquecedor pra ver se ele voltava a funcionar, mas não voltou. O funcionário do hostel que mexe com essas coisas não estava aqui, então nem adinatava querer que a água quente voltasse. Eu poderia tomar banho lá embaixo no banheiro da outra dependencia do hostel, mas ia dar o maior tarabalho descer e depois subir com uma pá coisa, então tomei banho de europeu: água estava em cubos de gelo, por isso não me enfiei embaixo do chuveiro, fui lavando o corpo em etapas.

Fomos no bar-balada com o povo do hostel e chamamos os Eslovacos pra ir com a gente. Eles já não estão mais no hostel, já encontraram moradia em Barcelona. Os dois lerdos não encontraram a gente onde combinamos então tivemos de abandonar o grupo do hostel e voltar 3 estações de metro pra busca-los. Eu posso chamá-los de do que eu quiser e o quanto eu quiser na cara deles, por que eles não vão entender. Não é por mal, gosto deles, mas é divertido saber que posso falar o que eu quiser. Tudo bem, a recíproca é verdadeira, mas eles não são mal criados como eu  e não falam a língua deles quando estão com os amigos não-eslavos, só inglês.

Ficamos na frente da balada tomando as duas garrafas de vinho pra depois poder entrar. As melhores músicas foram tocadas quando estávamos fora :( Que triste, eu tava com fogo no fiofó pra dançar como se não houvesse amanhã, hahahaha!



Dentro da balada encontramos a Carol, a brasileira do antigo hostel. Ela se tornou muito mais simpática depois do dia em que nos conhecemos. Desde a noite em que fomos no bar do pebolim ela pareceu ser mais gente boa. Dancei bastante com ela porque eu já tava cansada de conversar em inglês com o Peter e o Jozef. Quando trocou de dj e o cara começou a tocar um psy atras do outro desanimei de dançar. Psy é enjoativo (Mudou de música?? Jura? Parece a mesma.) A Lári não tava a fim de dançar mais tbm, muito menos os eslovacos, então decidimos ir andando pra praia. Puta idéia idiota, mas bêbado vê graça em tudo. Quando chegamos no porto e o efeito da bebida já quase não existia comecei a ficar mau humorada com o frio. Eu queria muito voltar a sentir meus pés, mãos e nariz, queria pegar um taxi e ir pro hostel. O Jozef me encheu o saco porque um taxi ficaria caro, e que a gente podia ir de ônibus, e que isso, e que aquilo. Mas eu só queria chegar logo em um lugar quente. Fiquei emburrada quando a gente continuou andando mais um tempo até todos concordarem que era melhor pegar um taxi mesmo. Naquele momento eu mereci o prêmio de pior companhia da noite, tava putíssima de estar congelando.

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